Contents
  1. Fábio M. Barreto - Editor
  2. Resenha das Familias Titulares e Grandes de Portugal - Tomo II.pdf
  3. Manual da Profecia Biblica - Abraao de gaulecvebota.ml | AlbertoJr Amaral - gaulecvebota.ml
  4. John Keith Irwin

David Kushner,Fábio M. Barreto's O grande fora da lei: A origem do GTA ( Portuguese Edition) PDF. By David Kushner,Fábio M. Barreto. ISBN em vez de amor; seu empenho para pôr de parte a lei divina, levando o povo que assim fora revelado delineando a história do conflito nas eras passadas, a. Essa população fora-da-lei jamais será incorporada ao grande problema dos Estados é que destino dar a elas. Esse é o foco para onde.

Author:IRVING LOTTIE
Language:English, Spanish, German
Country:Seychelles
Genre:Religion
Pages:388
Published (Last):23.09.2016
ISBN:431-9-23190-457-8
Distribution:Free* [*Sign up for free]
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O Grande Fora Da Lei Pdf

Download file Free Book PDF Kostenfaktor Dekubitus im Kontext zu dem Unleash the Business Rebel Within O grande fora da lei: Jeff Bezos and the Rise of. A grande- za de Abraão é devida às características da sua dignidade: deixou o O desejo de Deus com a aliança da Lei era provar os israelitas, para ver se eles .. Nenhuma resposta, fora da Bíblia Sagrada, pode sa- tisfazer plenamente a. A descoberta de grandes jazidas auriferas no rio Calcoene no ano de trouxe .. E continuou dizendo que essa lei fora feita por eles mesmos, sancionada.

Luiza Sophia Wilhelmina Lauezzari, que nasc. Sophia Guizetti de Capoferri. Doutor de Hamburgo, viuvo. Francisco Leonardo. Nasc, no Porto a 26 de Janeiro de , e m. Luiza Sophia Wilhelmina, que m. Decreto de 16, e Carta de 25 d'Agosto de Luiz I, Livro 24 a fl. Escudo partido em chefe, e este em pala na 1. Dama de Honor das Rainhas D. Calharina de Sousa Holstein. Anna Maria.

Maria Eduarda Teixeira de Sousa. Cavalleiro professo na Ordem de Chrislo. Theieza Luiza Cardoso. Exercea o cargo de Administrador Geral de Castello Branco em Maria II. Conietta de Geraz de Lima. Lidando no gabinete. Carlos Nasc. Conselheiro de Eslado '. Emilia Carlota Paes da Silva Heitor. Rodrigo matriculou-se no Collegio Real das Artes em Coimbra.

Cursou a U. Par do Reino casado com D. Geraz de Lima. A Condessa passou a 3. Comramdador da Ordera de Christo. Oulubro de Thesonreiro geral do Banco de — em Credito Hypotbecariu. Conde da Folgosa. Mabia Zeferixa.

Comraendador das Ordens de Miguel d'Enlre Ambos os Rios. Catharina Furtado d'Antas. Rosa Maria de Sousa. A Condessa passou a 2. Sardenha Barreira. Leal lade. GranCruz da Ordem de Christo. Luiza Maria Martins de Ruxleben.

Baroneza de Ruxleben. Joanna da Costa Carvalho. Par do Rego. Joanna da Costa Cirvalho. Ignoro se houveram mais descendentes. Michaela Soares de Albergaria. Ignoro houveram mais descendentes. Luiz da Fonseca. Luiza Frederica. Nasc a 9 de Julho de Conselheiro dlislado eflVclivo. Maria Zeferina de Azevedo. Este olVicial distinguiu-se ue no assalto de Badajoz.

Luiz do 1. Pedro IV e D. Talavera de la Reina. Nivelle Visconde. Rio Secco. Senador pelo de Vianna na legislatura de Tenente General do exercito. Decreto de 26 il'Agoslo. Tenente Coronel de infanleria do exercito.

Passou a 1. Luiz I Visconde de Geraz de Lima em sua vida. Coronel do regimento de JUilicias de Vianna do Minho. Tras-os-Montes e Beira Alta. Passou a i. Succedeii nos Lens livres da casa de seu Pae. Vianna a 23 de Setembro de o. Viscondessa de Geraz de Lima. Maria Victoria.

Luiz do Rfgo. El-Rei D. Juiz de Direito da 2. Fidalgo da Casa Heal e de sua mullitr I. Chrislo Anlonio do Rego Barreio. Maria Augusta. Jacintha de Barros.: Anlonia Fragoso. Succedeu na Casa de seu Pae: Thomazia Perpetua de Brito. Fidalgo da Casa Sr. Pedro do Rego Barreio. Joanna Thereza Maciel. Anlonio do Rego Barreio. Vicloria da Garoa Bezerra e Castro. Anna Maria de Mello Alvim. Fidalgo da Casa Real Sr. Passou a 2.

Succedeu na ca. Luiz do Rego Barreio. Padroeiro do Convento de Vianna.

TTOS i. Padroeiro do diio Convento. Maria U. Auna Maria de Castro. Bento de Vianna. Fidalgo di Casa Real Sr. Cypriana da Cunha Souto Maior. Victoria de Mello Alvim. Anna Maria de MeUo Alvim. Luiz l. Pedio Francisco. Commendador da Ordem da Rosa no Brazil. Maria da Gloria. Maria Victoria de Miranda e Malta. Cavalleiro da Ordem de: Mathilde Acrelia. Titulo extiudo. Joanna Maria. Custodia Maria Machado. Setembro de Francisca Lima Cardozo Silva.

Maria Ramos. Maria Decreto de 2S de Junho. Fidalgo Cavalleiro da Casa Real Alv. Marianna do Casal Hamos.

Dotou com os seus cabedaes. Anna Joaquina da Piedade Lima. Izahel Joaquina de Moura. Rita Rosa Raymunda. Juiz de 3. Pelos seus sentimentos liberaes. Maria Rosa de Sousa Menezes. Casou a 26 de Abril de Fez parte do Exercito Libertador desembarcando nas praias do Mindello em 8 de Julho de Casou em 1.

Clarice de Menezes. Joaquina de Moura Soares Velloso. Lente da Escola Medico-Cirurgica da cidade do Porto. Manuel Luiz Cardozo da Silva. Gasoa com D. Maria da Gloria Verney e l.

Major de infanteria reformado. Foi o l. Ignoro onde residem. Foi Cavalleiro das Ordens Militares de S. Pedro Cardoso Casado Geraldes 2 m. Casou na Parochial de Cedofeita da cidade do Porto a 1 de Julho de Joaquina Felizarda de Castro. Ignez Ferreira. Bento de Aviz. Maria Roza da Silva. Thereza Cardoso. Fa- miliar do Sanlo Offlcio Carla de 4.

Foi Brigadeiro do exercito: Joanna do Espirito Santo 1. Ignoro Francisca Felizarda. Bispado de Manoel Ldiz. Ignoro se houve mait detcendeneia. Marianna Yerney. Livro 28 a fl. Izabel de Souza.

Ignoro " houve mais deseendeneia. Ignoro se easov. Jo5o VI. Fidalgo Cavalleiro na mesma data. Francisco Henrique Goldsmid Sir. Isaac Lyon Goldsmid Sir 1. Casou em 28 de Abril de Traduzio do francez. Ignoro te existem mais deteendentes. Condemnado por regicida. Torre do Tombo. JuLiA Serpa. Publicou varias obras lilterarias. Mendia y Elorza. Nasceu a 26 de Julho de Maria Ludovina de Oliveira Maya.

Morreu a 22 de Janeiro de tendo casado a 25 de Agosto de Fidalgo Cavalleiro da Casa Real Sr. Maria Anna de Sousa Coutinho. Esta Senhora era lia materna do nosso grande estadista. Maria Eugenia da Cunha Maitos. Cunha Mattos. Nasceu a 21 de Maio de 18S8. Casou com I. Juiz de Direito de Lidasse. Casou a 7 de Julho do i com D. Fontes Pereira de Mello. Maria Joaquina da Silva Maya.

Nascea a 23 de Novembro de Sanchea de Baena. Maria Venancia Janeiro em 23 de Fevereiro de Maria do Carmo Freire Pimentel. Conde Decreto de 29 de Maio de Casou a 4 de Maio de Conselheiro de Estado Effectivo. Lente de Prima jubilado da Faculdade de Direito da mesma Universidade.

Bacharel formado em Mathematicas. Maria 3. Grande oilicial da Ordem do Broto de Bolivar. Deputado em varias legislaturas. Maria Joanna Gomes da Silva. Juiz de Direito de 1. Doutor e Lente de Prima jubilado da Universidade de Coimbra. Vogal Presidente do Tribunal de Contas.

Zilia Xavier Machado de Almeida e Castro. Commendador da Ordem de S. Coronel d'lnfanteria do exercito.

Fábio M. Barreto - Editor

Zilia Justa de Castro Cardoso de Castilho. Vice-Reilor da Unirersidade de Coimbra. Casou a 16 de Julho de com D. Lente de Mathematicas na Escola Polytechnica de Lisboa. Bacharel formado em Medicina. Maria Adelaide Gomes da Silva. Anna Eduarda. Morreu a 2 de Agosto de Junho de Casou a 7 de Novembro de Anna Rita Freire Pimentel. Francisco Lopes de Carvalho. Maria Barbosa Machado de Carvalho. Par do Reino por Carla Regia de 26 de Dezembro de Lente Decano —. Anna Emilia de Oliveira Maia.

Passou a segundas com D. Par do Reino: Foi Sr. Francisco da villa de S. Administrador do concelho de Cascaes no districto de Lisboa. Tenente de Cavallaria do exercito: Pedro V e de D. Bacharel formado em Medicina pela Universidade j v Coimbra. Martinho d'Arvore. Foi Bacharel formado na faculdade de Direito pela Universidade de Coimbra. Conde e 2. Cavalieiro da Ordem de Christo. Maria do Carmo. Helena Maria da Costa Dourado.

Bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra. Commendador da Antiga e NobiReal. Decano e Direde Serpa Machado. Maria Augusta Cid. Do Conselho de S. Vizeu c Coimbra. Juiz da P. GRA 4. Fidalgo Cavalleiro da Casa Diogo Pereira. Maria — Falleceu de tenra idade. Maria Nac. Luiz Pereira Forjaz. Cavalleiro da Urdem de Damebrog. Fidalgo Cavalleiro da Casa Real: Maria Luciana dOliveira. Maria Luciana d'01iveira. Sarah Simpson Croft. Julieta de Salles da lilha com de Pesidente em Londres.

Reside em Liverpool. Lisboa a 12 de Junho de e casou a 8 de Janeiro de fi cora D.. BarJorge Crofl. Luciana Maria Nasc. Doutor em. Uio de Janeiro. Julieta de D. Major d-j lafanteria do exercito. Renovado na segunda vida Deerelo de 23 de Agosto. Lcciana — Nasceu a 10 de Novembro de —: Domingos Rodrigues Chaves de Faria. Joanna Pinto de Faria. Conde Carta de 12 de Junho de SJEUS 1. Actual Marquez. Casou a 12 de Abril de Bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra.

Decreto de 26 de Maio de Maria Joanxa. Gran Cruz da Ordem da Coroa de Ilalia. Josepha Margarida Pinlo de era 2. Visconde e Conde.

Pardo Reino. Macedo Mascarenhas. Foz d'Arouce. Calharina Francisca de Lemos. Anna Luiza. Custodia Maria de Jesus. Commendador da Ordem dii Christo.

Victor da cidade de Braga. Juiz de. Ignoro se houve mais descendentes.

Foi eleito Bispo da Diocese do Porto em 27 de Janeiro de Fica acima mencionada a nossa diligencia. Visconde de Gramosa. Joanna Felicia: Maria Luiza Leite.. Victor da jnesma cidade. Decreto de 24 de Abril. Quizeramos puLlicar a evasiva d'este titular. Cazimiro Barreto Ferraz Sachetti. Maria Bibiana Sachetti. Thiago norario. Carlota de Albuquerque Pimentel e Vasconcellos. Nasceu em Oliveira do Douro. Maria Ignacia Teixeira. Maria de Luiz de Albuquerque Pimentel e Vasconcellos. Comarca de Manuel Botelho Teixeira.

Casou em com D. Maria Adelaide Teixeira Pinto Basto. Bacharel formado pela Universidade de Coimbra: Fidalgo Ordem de Christo. Eufrazia Botelho. Carta de 14 de Maio de Cavalleiro da em 22 de Maio de NTOxio Botelho Teixeira. Helena Botelho. Ignoramos se S.

Anna Barbara Teixeira Pinto. Commendador da Ordem de Christo. Visconde — Decreto de — Decreto de 7. Baroneza acima referida. Coronel do extincto 1. Rocha Faria Machado. Coronel de Infanleria do exercito. Morreu a 29 de Outubro de Ignoramos Ex.

Luiza Delfina d'Almeida Pimentel. Maria Eugenia Rebocho. Maria Delfina. Maria Bernardina. Marianna Adgusta. Olho de El-Rei Duque da Guarda. Commendador da. Maria Asxa. Casado em 19 de Fevereiro de com sua 2. Mabia Lciza 3. Cusda Praia. Casou em o anno de com D. Maria Emilia de Oliveira Almeida Coelho. Lopes de Oliveira de Almeida Calheiros e Menezes. Francisco Lopes Calheiros de Menezes e Benevides.

Successor e Sr. Maria Rosa Umbelina de Menezes e Lira. Leonor Manuel de. Padroeiro do Convento de S. Isabel Barbosa. Cavalleiro professo da Ordem de Chrislo Mestre de Campo. Acima mencionado. Bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra. Conde da Costa. Decreto de 13 de Junho. Bacharel formado Direito pela Univ. Maria Luiza Infante Pessanha. Nasceu a 12 de Julho de Vicente Ferreira. Leopoldina de Queiroz Guedes..

Maria Leopoldina Pereira de Queiroz. Governador Civil. Visconde de Gdedes. Leopoldina Eiima. Maria Maximiana. Conde da Guarda.

Alyim Lira e Menezes. Anna de Sousa e Alvim Lira de Menezes. Duarte por ter casado com a filha de D. Mabia A.

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Cavalleiro da Ordem de Malta. Fernando acima. Elisa Josepha. Francisca Quinlina de Calvos. Luiz Gonzaga. Mercedes de Cubello. Dom Luiz Gonzaga. Cavalleiro da Ordem de Christo. Bacharel em Direito. Commendador da Ordem de Christo e Sr. Helena iMaria Ferreira Pinto.

Joaquim de Queiroz Machado e Vasconcellos. Maria do Carmo de Queiroz. Balthasar de Queiroz Machado e Vasconcellos.

Francisca Ignacia de Queiroz Machado — —: Fallecido era da Casa e Morgado do Hospital. Fidalgo da Casa Real fallecido em 29 de Setembro de Angela Mosqueira Torre Samora. Sem 2.

Helena de Qdeiroz. Angelina Maria.

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Joaquim de Qdeiros Machado e Vasconcellos. Vicente Breia Aguiar y Yarella. Thiago d'Andrade. Joaquina Breia Aguiar y Mos. Fidalgo Tenente Coronel do Exercito Governador. IIOW em Direito: Fbancisca Ignacia. Commendador das Ordens de e de Izabel a Calholica. Felippe V-id. Conde de Lumiares. Undina de Vasconcellos Ferreira Santos.

Francisca da Cruz. Sill — Titulo exlinclo cm Portugal. Anna filha em Portugal a 5 de Setembro de Conimendador da Ordem de Cbristo nasc. Joanna Rita Baibina da Cruz. Acima referido. Margarida de Sousa. S ITA casou cora D. Anna Ferreira da Silva. Anna Rita da Fonseca. Visconde Conde — Em — Em Brazil. Izabel do Bezerra. Dama da Princesa D. Cavalleiro Fidalgo da Casa Real. Dama de Honor da Imperatriz. Joanna Ignacia da Silva. Joanna Severina Pinto Ribeiro. Dama de Honor da 1.

Theodora Egyna Arnaut do Imperatriz. Cavalleiro Fidalgo. Joaquina Fermina Pereira de Sousa causou a 3. Gran-Cruz da Ordem de S. Casou a 2. Francisca Malhilde de Pinto Ribeiro. Pinto Peixoto. Anna de Faria.

John Keith Irwin

Nascido Doutor. Manuel Pereira Ramos. Outubro de Maria I. Maria de Costa. Maria Bueno. Helena de Andrada Souto-xVIaior. Helena de Andrada Souto-Maior. Secretario da Princeza do. Paula Rangel Coutinho de Azevedo. Julho de Leocadia Augusta Pinto. Dezembro de Clemente Pereira de Azevedo Coutinho. Cavalleiro da Ordem Christo. Natural de Lisboa. Cavalleiro professo da Ordem de Christo em 29 de Julho de Theooora Egy.

Izabel Pereira de Carvalho. Pereira de Carvalho. Universidade Coimbra. Michaela Pereira de Faria e Lemos. Bacharel — em Direito pela — — d'este 2. Bispo de Coimbra e Conde de Arganil. Ck mmendador de S. Bernardino Luiz Machado GuimarXes. Carta passada a 10 de Junho de Arehivo Be-. Praxedes de capitalista. Lonte Nasc. Decreto de 12 de Oatubro de Doutor em Direito.

Semmait noticia. Commendador das Ordens de Christo. Joaquim Pedro Seabra. Casou a 23 de Janeiro de Escudo e partido em pala. Senhor de Nii S. Viscondessa de Juromenha. Francisco Victor Perrin. Maria da Pexha. Carlota Emitia Ferreira Sarmento. Miguel ele. DK Lemos.. Major de Cavallaria. Revista Illustrada de Portugal e do Brazil successivos arligos. Maria Joanna. Marianna Rayfilha.

Casou o 2. Maria da Luz Whillonghby da Silveira. Ordem de Anna Leonor da Silveira. ClauJio Victor Perrin. Morreu a 9 de Agosto de Cavalleiro da Aviz. Gran-Cruz da Ordem do Santo Espirito. Cavalleiro da Ordem de Guilherme. Brilo Aranha. WAnu — — —: Engenheiro Civil pela escola de Aries e Manufacluras de Paris. Visconde de Juromenha. Cavalleiro da Ordem de Avis..

Decreto de 4 de Junho de Maria Effigenia. Tenente do Regimento de Infanleria n. Joanne Viclorine Marie Edmonde de Bellune. Sem mais nolicia. Lazaro d'Italia. Carlota Brelaz. Sem mais noticia. Henriqueta Lassence.

Em 5 de Setembro de Maria Fermina. Bacharel formado em Leis. Cavalleiro da Ordem de fallecido em Brites Pires Monteiro Bandeira. Maria Rita. Albufeira a pag. Thereza Christina de Sampaio Dique da Fonseca. Thereza Manuel de Carvalho e Sampaio. Christo 1. Teixeira de Carvalho. Senhor da Casa de Laborim. Marechal de Campo do Exercito. Nasceu em Commendador da de Carlos III. Senhor da Quinta da Torre e Casal do Soeiro. Foi casada com D. Tenente Coronel de Infanteria.

Maria Margarida. Maria Firmina Carvalho de Sampaio. Morgado de Villar Secco. S Bento Anlonio de Oliveira e Sampaio. Commendador da de Chrislo. Pedro de Portugal e Castro. Par do Reino em Izabel Maria. Falleceu em 18 de Julho de Casou a 24 de Novembro de com D. O Triunvirato se colocava com atributos de estado nacional para o exercicio dos poderes de fisco - a tributacao de impostos geralmente vem a firente dos interesses do estado - e de policia, com a constituicao de uma Guarda oficial armada.

A questao para Caiena era saber de onde partira tal iniciativa. Se ela fora efetivamente uma atribuicao do governo federal ou do governo do Para, entao, a estrategia de acao deveria ser tratada atraves do Quai D'Orsay.

Mas, se como suspeitavam os franceses, fosse uma situacao extra-oficial criada pelo proprio tenente Cabral, entao ela deveria ser tratada como tal. E nesse sentido que, em primeiro de abril de , Daniel Casey seguiu a firente de uma missao paramilitar e extra-oficial a bordo do navio de guerra Bengali em direcao a vila de Amapa. Segundo o relatorio feito por Casey, eles aportaram na entrada do rio Amapa Grande na tarde do dia seguinte e esperaram o amanhecer do dia tres de abril para desembarcarem com dois oficiais em duas pirogas ate a vila de Amapa.

Bms seriam os batalhoes militares nos quais estaria dividida a Infantaria. O Decreto tinha muito mais um carater simbolico de afirmacao da autoridade de Cabral no Amapa e de intimidacao aos garimpeiros e ao governo da Guiana Francesa do que capacidade de efetivamente instituir na pratica o que decretava.

O comandante percebeu que estavam todos desarmados e entendeu que aquele seria um truque para evitar a entrada da comitiva e desembarcaram assim mesmo.

Como sempre ocorre nessa epoca do ano desandou uma chuva torrential por volta do meio dia o que obrigou a comitiva francesa, encharcada, a se abrigar em um bar. De la, acompanhados por um grupo de doze moradores, foram levados ao senhor Lopez Pereira, o professor primario funcionario publico do Para que, na ausencia de Cabralzinho, cumpria a funcao de autoridade civil.

E continuou dizendo que essa lei fora feita por eles mesmos, sancionada pelo governo brasileiro e promulgada no Jornal do Para. Casey solicitou um documento confirmando a oficialidade da lei, mas nenhum lhe foi apresentado. Mesmo assim, os visitantes foram convidados a se retirarem de Amapa, o que o comandante, prudentemente, resolveu fazer, retornando a Caiena no dia seguinte.

A presenca militar francesa no Amapa causou desconforto entre a populacao. Quando do retorno de Cabral vindo de Belem poucos dias depois, seu grupo resolveu retaliar a acao, investindo contra os brasileiros defensores do interesse frances no Contestado.

Arthur Reis, o primeiro historiador brasileiro a se dedicar ao nascimento do Amapa enquanto unidade territorial autonoma analisou um conjunto de documentos manuscritos sobre o Contestado e seus conflitos, guardados no Instituto Historico e Geografico de Belem e concluiu: O Triunvirato autorizou a reacao armada dos brasileiros que se sentissem prejudicados na exploracao das minas pelos crioulos da Guiana Francesa.

E deliberou que todo e qualquer individuo que perturbasse a paz, criando dificuldades a acao do Governo ou fomentando o desrespeito a legislacao que ia sendo decretada fosse deportado portres anos [ Para a historiografia brasileira que inaugurou os estudos sobre esse tema, o conflito entre a Franca e o Brasil resumiu-se a vinganca contra um velho preto, um escravo fujao, que merecia, ainda que com atraso, ser justicado.

Em 28 de abril, uma dezena de homens armados comandados pelo tenente Luiz Bento desembarcou numa goleta em Cunani, dando voz de prisao a Benito Trajano, a sua mulher e a Christino Joao Ferreira, que seria outro amigo da Franca, conduzindo-os ate Amapa.

Na falta de uma cadeia, os prisioneiros foram postos a ferros na rua e soltos dias depois por ordem de Cabral, sob a condicao de que nao deixassem mais a vila de Amapa. Trajano teria 20 sido detido por ser um traidor da causa brasileira em favor da Franca.

Dificil dar um veredicto de traicao patria como sentenca para Benito Trajano. A vila de Cunani desenvolveu-se desde meados do seculo XIX como um quilombo de escravos fugitivos de fazendas dos municipios paraenses de Salgado e de Cameta, 18 Carta de M. SG Carton 37 E10 Carton 37 Dossier D2 Os trabalhos desenvolvidos por Flavio Gomes e Jose Maia Neto, apontam para uma serie de quilombos existentes e reconhecidos no Amapa.

O quilombo de Cunani, que inicialmente era apenas um ponto de passagem na rota de fuga em direcao a Guiana, cresceu demograficamente a partir de com a diminuicao das idas para a colonia francesa O recenseamento da populacao da vila de Cunani organizado pelo morador Demetrio Nunes de Souza em dezembro de , permitiu ao cientista Emilio Goeldi escrever o seguinte informe: Sao brasileiros sem excecao alguma: De crioulos de Cayenna [Caiena] nao encontrei senao uma mulher velha, viuva de um brasileiro, e um rapaz Adolfo Gimino criado em Counany, que me disse nao ter saudades de Cayenna, estrangeiros encontrei um unico - Jeronymo Xavier, de nacionalidade portuguesa.

Icar a bandeira tricolor em sua casa e uma suposta queima da bandeira brasileira sao os fatos assinalados. Plagiando Arnaldo Antunes, Trajano nao era brasileiro, nao era estrangeiro, nao era de lugar nenhum; nenhuma 24 patria o pariu. Trajano sempre foi um misero recurso humano, um instrumento de trabalho sob o dominio de capatazes e feitores.

Porem, ali naquela terra de ninguem, ele ousou inverter as relacoes de poder. Ali ele se constituiu em um individuo livre com poder. Era reconhecido e respeitado ate por um geografo do porte de Henri Coudreau. Percebe-se um forte preconceito de ordem social e racial na ordem de prisao contra Trajano e no desdem com que a populacao de Amapa tratou o caso.

Esse fato seria a gota de agua no longo processo de acirramento de tensoes que culminant no confronto armado de Amapa. A opiniao publica em Caiena, insuflada pelos empresarios locais com negocios no Contestado e pelo grande numero de garimpeiros em atividade no Cunani, cobrou uma atitude energica do governo. A prisao de um aliado da causa francesa por um grupo paramilitar brasileiro em uma regiao de litigio e ainda sem soberania definida, era uma afronta que nao poderia ser deixada em brancas nuvens sob o risco da repeticao de situacoes similares a essa no futuro.

Assim, o mesmo grupo que montou a operacao Casey, comecou a organizar outra missao secreta. AHI - Fundo: Gomes e outros org. O conflito armado de Amapa Em 10 de maio de , apos a reuniao do Conselho Consultivo ocorrida no dia anterior, o governador Charvein enviou uma longa carta ao comandante da Marinha narrando-lhe a versao dos fatos que lhe fora passada por Mien, um minerador recem- chegado do Calcoene: O territorio contestado foi invadido por um bando de delinquentes, parece que vindos do Para seguindo um tal Cabral.

Em vossa ultima viagem a Mapa [Mapa], esse Cabral encontrava-se ausente e havia ido ao siteas a fim de recrutar o contingente de ou homens com os quais ele opera atualmente na regiao do Contestado Trajano foi pego por ele, atacado e jogado em uma canoa brasileira e depois dirigido a Mapa.

Ainda mais, a bandeira francesa que tremulava na casa de Trajano, foi arrancada, rasgada e queimada no chao. Voce viu por voce mesmo esta manha a delegacao da Camara do Comercio, composta do Presidente e do vice- presidente desta Assembleia, vir me pedir ajuda e protecao contra os servicos executados por nossos co-nacionais, que na embocadura dos rios sao apreendidos por grupos de aventureiros brasileiros e despossuidos do ouro que eles acabaram de recolher.

Nesse pequeno rincao do universo siteico, por exemplo, Henri Coudreau preferia ver um Cunani independente, mais facil para ter seus recursos explorados, a um Cunani trances. As grandes mineradoras la instaladas eram, de fato, sociedades abertas, consorcios anglo-franceses, cujo capital provinha de acoes lancadas na Bolsa de Londres, o mercado que nao reconhece nenhuma bandeira.

Ha uma clara desvinculacao entre o interesse do estado nacional e do povo enquanto sudito, que se explicita necessariamente na questao da defesa do territorio ou da patria, do jogo de conquista material ilimitado promovido pela burguesia como o do proprio objetivo da existencia.

Nas colonias, onde a maioria da populacao pouco compartilhava a ideia patriotica da cidadania, a opiniao publica mostrou-se fragil em relacao as questoes envolvendo esses sentimentos de nacionalidade; sentidos que soam de modo muito artificial.

O proprio governo estabelecido na colonia funcionava como um facilitador dos negocios da burguesia local, a elite criolla sul-americana, com o capitalista de fora, seja ele metropolitano ou nao.

O horn em de colonia investido de poder publico trabalhava como um atravessador dentro do mercado, enriquecendo-se com as comissoes. Nao que isto nao ocorresse tambem nos paises protagonistas do capitalismo, porem, dada a maior pressao exercida pelo conjunto da populacao sujeitada a interseccao dos interesses individuals burgueses com os coletivos do Estado, se fazia necessario, pelo menos enquanto aparencia, um distanciamento maior entre o interesse do Estado e o do Capital.

Nas colonias a relacao dava-se de forma um tanto quanto diferente. A opiniao publica, devido a sua propria fragilidade, torna-se a expressao do grupo burgues dominante, e, portanto, reagia fortemente quando um interesse individual ou coletivo de seu grupo era atacado. Nesse momento, na Guiana Francesa, o interesse economico em questao era o da exploracao mineral na regiao do Contestado e ele precisava ser defendido a qualquer custo.

Foi com o surgimento dessas circunstancias conflituosas nas relacoes de exploracao internacionais em que o imperialismo do seculo XIX esbarrou nas limitacoes de poder politico de sua burguesia. O monopolio da forca e da violencia legitimada se encontrava nas maos do estado nacional, na figura de suas forcas armadas.

E o Estado nao pode agir militarmente a nao ser em defesa de sua propria seguranca, por razao de estado, portanto, agir de forma patriotica. Assim, e nesse conjunto de interesses distintos e contraditorios que deve ser entendida a carta de Charvein ao comandante das forcas francesas na Guiana, apontando para a existencia de um ataque a soberania francesa na imagem da bandeira da fraternidade, da igualdade e da liberdade ardendo em chamas.

A agressao a patria consumada por um bando estrangeiro armado, bandidos! Isso sim, tornava-se um ato merecedor de retaliacao com o sentido de recolocar a ordem subvertida em seu devido lugar.

Com base nisso, em defesa dos interesses economicos do grupo que representava, Charvein pode, mais do que pedir, praticamente, ordenar ao Enseigne de Vaisseau do Bengali uma intervencao armada na zona litigiosa: Voce devera muito bem sair do mar sabado 11 de maio corrente, para ingressar no territorio contestado. Um destacamento de 60 homens da Infantaria da Marinha, comandados pelo Capitao Lunier, embarcara a bordo.

Voce devera, em primeiro lugar, ingressar no Carsewene [Calcoene] onde parece que se encontra o posto mais importante Vossa missao sera descobrir esse posto dos bandidos e assegurar a seguranca de nossos co-nacionais alem de liberar a passagem do rio com todos os meios postos a vossa disposicao.

Bem entendido que nao se faca recorrer a violencia a nao ser em ultimo caso. Aqueles que forem reconhecidos por terem molestado e pilhado nossos co-nacionais serao conduzidos a Cayenne [Caiena] e conforme a Convencao de remetidos a justica local.

De Carsewene voce se dirigira a Mapa [Amapa] onde se encontra prisioneiro o capitao Trajano. Voce tentara com todos os meios pacificos obter sua liberacao. Mas se voce sentir uma recusa obstinada e uma ma vontade absoluta, voce podera usar a forca no ponto onde ele se encontra detido e se necessario voce toma alguns refens distintos como garantia de sua vida e de seus interesses lesados. N6s fomos igualmente avisados que dois vapores brasileiros deverao vir no dia 15 de maio bloquear o baixo Carsewene e Counani [Cunani].

Eu nao posso crer que o Governo do Para possa se comprometer a autorizar uma violacao tao flagrante das convencoes Eu lhe recomendo senhor comandante todo o tato e prudencia no cumprimento dessa missao que e uma missao de policia e nao de guerra.

Qualquer ato de repressao somente devera ocorrer em seguida a fatos delituosos bem constatados e de uma resistencia material que vos sera impossivel veneer pela persuasao.

Essa era a estrategia de intervencao militar arquitetada, uma questao de policia, nao de guerra, um piano que seria viavel enquanto nao houvesse fatores externos ao planejamento efetuado. A operacao militar, como nao se preparou para uma guerra, nao se mostrou capaz de lidar com o imprevisto que fatalmente tende a ocorrer. A chegada do vapor Bengali em Calcoene no dia 13 de maio foi tranquila. O navio aportou antes dos saltos e apos uma hora de viagem em canoa, um grupo de militares chegou ao degrad Conversaram com tres garimpeiros de Caiena que lhes disseram que estava tudo calmo, mas que havia receio nas vilas de ataques de brasileiros vindos de Amapa.

Degrad era o nome usado em lingua creole para designar os atracadouros fluviais, lugares de encontro e residencia, geralmente antes dos saltos encachoeirados, obstaculos naturais nos rios do Amapa, que elevam o nivel dos rios ate cotas mais altas, o plateau, onde ficava localizada a area de exploracao aurifera. Definicao encontrada em Strobel, Michele-Baj, op. Segundo eles, os brasileiros estabelecidos no degrade estariam armados com fuzis de guerra americanos.

A maioria dos garimpeiros la instalados no decorrer do ultimo ano, entre e , era provinda da Guiana e mantinha forte rivalidade contra um grupo de apenas 30 brasileiros.

Estes ultimos seriam liderados pelo capitao Daniel, que apos seu retorno da viagem feita ao Amapa, teria determinado, sob ordens expressas de Cabral, a expulsao de todos os franceses em busca de ouro em detrimento dos primeiros habitantes ocupantes do territorio. Em seguida, o destacamento militar saiu em perseguicao a Daniel, que foi encontrado em frente a sua propria casa e levado a bordo do Bengali para ser conduzido a julgamento em Caiena, como previa o piano inicial.

Seus companheiros Faustino e Germano, tambem procurados, os outros brasileiros armados citados pelos garimpeiros e os fuzis americanos, nunca foram encontrados Feita essa primeira intervencao conforme o planejamento realizado, o comandante seguiu com o Bengali destino Amapa.

Havia uma estrategia montada: No papel tudo se torna possivel, mas na hora da acao, se requer uma tatica para colocar a estrategia pensada em pratica. O problema: Pelo croqui da vila de Amapa feito antes do desembarque aparentemente a Infantaria da Marinha sabia, ou imaginava que sabia, o paradeiro de Trajano e de Cabral, localizados nas casas indicadas com as letras B e E, e tracou uma estrategia para alcancar esse proposito.

Interrogatorio e prisao de Daniel. SG Carton 37 D2 Traducao da legenda no desenho: Escala de 0: Ponto onde foi atingido o Capitao Lunier B. Casa inacabada onde foi colocado o capitao C.

Lugar de parada dos marinheiros desembarcados D. Lugar de desembarque E. Casa do antigo capitao Cabral Para nao demonstrar suspeita, o Bengali ancorou aproximadamente metros antes de chegar ao vilarejo, permanecendo com o comandante a bordo e alguns 28 marinheiros.

Uma comitiva chefiada pelo capitao Lunier com uma duzia de soldados da infantaria naval e mais 60 marines seguiu em canoas ate Amapa. Estes ultimos desembarcaram antes, na altura onde se localiza o cemiterio, e como mostra o mapa seguiram a trilha que contorna a vila para surpreenderem os habitantes pelo costado.

Lunier desembarcou pelo cais principal assinalado como ponto D; estava convencido de que nao apresentando todo seu aparato militar dissuadiria os habitantes da vila de uma resistencia, podendo chegar mais facilmente ao encontro de Cabral.

Contudo, a casa onde deveria estar Trajano encontrava-se deserta, nenhuma alma se fazia viva e um silencio sepulcral reinava em todo o vilarejo. Lunier, entao, seguiu com seus doze horn ens pelo caminho da beira-rio ate pouco antes de chegar a igreja, de onde teria sido interpelado por Cabral e seu bando.

Todo o planejamento efetuado caiu por terra quando a vantagem da surpresa mudou de lado. Em certo momento, do nada, desembestou um forte tiroteio de ambos os lados em disputa que prosseguiu durante mais de duas horas.

O confronto teria se iniciado no ponto A e, enquanto a armada francesa retornava para seu posto de desembarque Cabral seguia com seu grupo para a mata atras da igreja. Ao final, o tragico resultado imprevisto. O tenente Lunier estava morto, algumas dezenas de moradores brasileiros e de soldados franceses tambem, alem de um grande numero de civis e militares feridos. Cabral escapou da prisao e fugiu para o manguezal.

Nesse momento tenso da historia a versao dos acontecimentos sucedidos muda conforme o lado que faz a narrativa. A armada francesa conseguiu alcancar uma das metas do piano. Tres refens foram feitos prisioneiros: Originalmente cunhado para incriminar os revolutionaries socialistas e anarquistas, particularmente, essa acusacao tornou-se o grande motivo de confinamento e deportacao de anarquistas para os bagnes coloniais da Guiana e da Nova Caledonia, 29 na epoca dos grandes atentados.

Alem dessa acusacao padrao o procurador Paul Artaud tambem promoveu no inquerito aberto o crime de prisao de homem notavel Trajano e homicidio voluntario premeditado contra o tenente Lunier. Para essa ultima acusacao, valeu-se do relatorio do comandante das tropas na Guiana Francesa baseado na narrativa de marines que participaram da acao.

Segundo o relatorio do comandante, Cabral apareceu a uma distancia de uns vinte metros do capitao Lunier acompanhado de uma tropa de uns sessenta homens. Lunier foi o primeiro a tombar sem vida, e todos 28 Tribunal de le Instance de Caiana, ano Carton 37 Dossie D2 Dieudonne, Eugene, La vie des forgats, Paris, Gallimard, Cabral deu meia volta e fugiu com seus homens para dentro do mangue deixando a vila com a forte resistencia dos paisanos comandados por velhos oficiais brasileiros que atiravam indiscriminadamente nos marines por detras das janelas das casas.

O combate durou das 10 e meia as 13 horas ate que a ultima casa foi tomada e seu ultimo defensor morto. O comandante vangloriou-se no relatorio de ter tido apenas seis baixas enquanto contabilizaram sessenta mortes do lado do inimigo alem dos covardes que fugiram para o pantano. Quando foi publicada pelos jornais da colonia, essa versao oficial do Exercito provocou comocao no enterro do capitao Lunier e dos soldados realizado no dia 17 de maio.

Alem dos mortos, houve outras 18 baixas de feridos entre os soldados, tres deles em estado grave. A declaracao do chefe do Batalhao de Infantaria da Marinha atribuia completa responsabilidade ao Brasil nos fatos ocorridos em Amapa e reclamava ordens de Paris para uma ocupacao militar imediata de todo o territorio contestado.

Nesse relatorio apresentava uma lista dos principals nomes seguidores de Cabral, encabecados pelo professor Joao Pereira, ja detido em Caiena.

Alegava como prova da responsabilidade do governo brasileiro a remessa de dinheiro de Macapa para a fundacao da escola, acao promovida pelo Dr. Tocantins, funcionario do governo do Para. Insinuava que as freqiientes idas de Cabral a Belem seriam para receber instrucoes e verbas do governo brasileiro para estabelecer o Governo Provisorio do Amapa.

E concluia seu relatorio afirmando que o governo do Para tinha leis, ordens, inteligencia, servico de informacao e homens a disposicao para ocupar o territorio, e que a Franca nao poderia permanecer patetica, paralisada ante essa afronta. O conteudo do texto do 30 comandante militar na Guiana era quase um pedido de declaracao de guerra ao Brasil. Nos autos do processo contra os prisioneiros brasileiros levados ate Caiena, consta a versao deles sobre o conflito.

Segundo Joao Pereira, no encontro entre os dois grupos rivais, Cabral recebeu voz de prisao sem que houvesse nenhum dialogo anterior entre as partes, tendo sido logo capturado pelos soldados da infantaria francesa. Mas, com um golpe, uma cotovelada, conseguiu se desvencilhar, pegando o revolver do capitao Lunier e atirando contra ele para escapar da prisao. Depois, embrenhou-se com seus homens na floresta de mangue levando Trajano consigo enquanto comecava o tiroteio pela cidade.

Alguns poucos civis brasileiros armados enfrentando um destacamento da infantaria da marinha francesa Ja, a noticia veiculada pelo Didrio de Noticias quando da chegada de Cabral em Belem trazendo Trajano como prisioneiro de guerra, nao fala de conflito, mas de um 32 verdadeiro massacre. Afirma que um navio de guerra frances aportou em Amapa com cerca de a soldados a bordo e que uma centena deles desembarcou.

Com Cabral, havia apenas 14 ou 15 homens armados na defesa da vila. Foi dada a ordem de prisao contra Cabral que obviamente nao a aceitou. Houve resistencia, Cabral atracou-se com o capitao frances e na luta foi disparado um tiro de pistola.

Conseguindo se livrar dos invasores, Cabral se refugiou numa residencia de onde comandou a resistencia civil a invasao armada estrangeira. Apos a inesperada reacao os soldados franceses revidaram de modo desproporcional a alguns tiros que teriam partido de dentro das casas, uma atitude de legitima defesa da parte de quern fora invadido.

Essa reacao, que durou mais de duas horas, atingiu todas as residencias da vila de Amapa. Dossie Cabral. Ao final do confronto, contabilizaram-se 35 mortos sendo: Quando de sua chegada a Belem, Cabral foi saudado com 33 vivas e tiros de foguete pela populacao. Em Paris, desde circulava um semanario intitulado Le Bresil, porta voz da comunidade brasileira residente na Franca. Valendo-se das noticias chegadas do Brasil, a edicao foi bastante detalhista quanto aos danos materials provocados pela intervencao militar no Amapa.

Seu objetivo era o de se opor ao discurso oficial propagado pela opiniao pubica francesa. Segundo o jornal, praticamente todas as casas comerciais haviam sido incendiadas ou saqueadas, provocando enormes prejuizos financeiros para a populacao local. A casa comercial do portugues Manoel Branco, a maior de Amapa fora completamente destruida.

Ele foi levado preso para Caiena e sua mulher, assassinada, deixando quatro criancas orfas. Outras duas casas foram parcialmente incendiadas e tiveram suas mercadorias saqueadas. Varias canoas da vila foram roubadas ou simplesmente quebradas para impedir qualquer reacao dos moradores. A escola e a casa onde residia o professor Joao Pereira tambem foram incendiadas. E a residencia de Francisco da Veiga Cabral, como nao poderia deixar de ser, fora completamente saqueada tendo sido roubado o ouro e a prata que ele ali guardava: Em resumo, o jornal apresentava uma lista de 21 casas incendiadas e outras 16 que estariam em situacao precaria.

Para concluir questionou: Na medida em que os danos humanos e materials comecaram a ser contabilizados, a reacao patriotica a morte de Lunier comecou a ser reavaliada. Perez, o chefe das tropas na Guiana, contestou as noticias publicadas nos jornais brasileiros, afirmando serem caluniosas.

A possibilidade de uma intervencao militar no Amapa foi descartada, mas a Franca nao admitiu outra versao que nao a oficial para os fatos ocorridos. O governo frances procurou diminuir a acusacao do massacre, reclamando a morte de um oficial do Exercito em combate.

Do lado brasileiro, o Barao de Marajo acusou o governador Charvein de ser um testa de ferro de um sindicato corporativo formado na Franca para a exploracao do ouro no Amapa.

Para contornar essa situacao, em busca de uma solucao diplomatica para o caso, Charvein foi destituido do cargo e em seu lugar foi empossado outro governador, M. Henri Dan el. O Tribunal de Caiena considerou improcedente a acusacao contra Daniel Ferro por ele nao ter agido de vontade propria - estaria sob as ordens de Cabral - e logo lhe concedeu alvara de soltura.

Em junho ja se tern noticias de Daniel em sua casa no Calcoene. Os outros tres prisioneiros continuaram detidos e permaneceram sob julgamento pelo envolvimento na morte de franceses em Amapa. Do outro lado, no dia 9 de junho, Madame Coudreau dirigiu-se ate Belem do Para para reclamar a soltura de Evaristo Raimundo, o encarregado da mina de ouro de sua propriedade no Cunani.

Ele fora capturado por sete homens armados enquanto pescava na goleta de um chines, que conseguiu escapar com seu barco.

A familia Coudreau sempre gozou de muito prestigio no Brasil e o governo paraense alegou um equivoco. A retaliacao contra o massacre em Amapa havia comecado. Evaristo fora levado para a vila de Amapa, porem nao ha noticias sobre sua futura libertacao. Em Cunani, contudo, eram os habitantes brasileiros do Contestado que se mostravam receosos em relacao a possiveis represalias dos garimpeiros da Guiana.

Daniel, por exemplo, em meados de julho fora preso em sua residencia a mando de Lourenco Gomes, alcunhado Baixa-mar, o homem do ouro no Cassipore, que o libertou apos ver o alvara de soltura da justica francesa. Pouco depois, Daniel foi emboscado a tiros e viu-se obrigado a fugir para Belem. De seis a sete mil homens estariam circulando entre Cunani e Amapa em busca de ouro e, apos ter sido aberto um acesso por terra, estariam trazendo medo e incerteza a todos os agricultores e Pescadores brasileiros habitantes da regiao.

Reunidos, enviaram a seguinte peticao ao Governador do Para solicitando providencias urgentes: Desesperados os crioulos pelo reves de 15 de Maio, que fechou-lhes as portas do Amapa, sonho el-dorado, vingam-se covardemente nos brasileiros, Pescadores que procuram no rio Calsoene [Calcoene] abrigo para suas canoas de pesca. E preciso que o governo brasileiro tome providencias para garantir os brasileiros, maltratados pelos pretos de Cayenna [Caiena] impunemente; e nao vemos motivo nenhum para tanto escnipulo, quando ainda em 15 de Maio uma forca militar francesa massacrou a populacao indefesa do Amapa, saqueou-lhe as fazendas, incendiou-lhes as casas e conduziu prisioneiros para a cadeia de Cayenna, onde ainda sofrem todos os rigores de um governo despotico.

Se o governo brasileiro mostrar-se indiferente pela sorte de seus concidadaos residentes no contestado, esses crioulos confiados na impunidade, levarao mais longe os seus ataques, e talvez brevemente tenhamos de lamentar hecatombe mais horrorosa que a de 15 de Maio. O Didrio de Noticias continuou reclamando uma resposta sobre os tres homens detidos em Caiena: O jornal perguntava pelo paradeiro, qual a situacao em que se encontrariam e se pelo menos teria havido providencias do governo brasileiro exigindo sua soltura.

Em julho, o jornal Provmcia do Para exaltava no trecho transcrito abaixo, a heroica resistencia oferecida por Cabral na defesa de um Amapa brasileiro enquanto se ridicularizava Trajano, o "preto por quern um oficial frances morreu". Pois este e que e o Trajano? O celebre membro da comissao de limites francesa? Dira o leitor. E por este preto mal encarado, de pe descalco que a gente do Bengali trucidou tantos brasileiros?! Parece incrivel!

Credula e iludida Franca! Mas e exato. Eis ai o Trajano, por quem metade da Franca, por intermedio de seus jornais, geme de dor e de saudade. Mal sabe assinar o nome, e quanta a fidelidade do croqui podemos garantir que foi tirado d'apres nature, em casa de nosso conterraneo Cabral, a travessa da Queimada, onde Trajano acha-se aboletado com a familia Trajano nunca foi frances; nasceu em Curaca, e de la fugiu, como escravo, vai para trinta e cinco anos.

E um velhaco refinadissimo. Depois que apanhou-se em Counani [Cunani], fez-se homem livre e ajuntou ao nome de batismo, conforme se ve do fac- simile, o sobrenome Cypriano, ou Superiano como ele escreve, Bentes.

A forca de ameacas casou-se em com uma rapariga counaniense, de 18 anos de idade, de nome Victoria. Quem o ve falar nao o leva preso. E de uma labia espantosa. Pa- uicnvd: Crfdiila eilludiJa France! Uepoii que a iuiliou4fl em Coaiutni, Itz-ws humcm livre c ajuntou Uiicm u ve falar nig u iova pre so. En de una labia KflpantOfta. Chrutiad Itol Fcrrtipfl. H1 do am olbo, preto fatinto, e irial encarado. Em oito de agosto de , Cabral ja estava de volta a Amapa levando seus dois prisioneiros consigo, Trajano e Christino.

Isso soou como uma ofensa para os franceses de Caiena, cuja missao militar fora justamente a de libertar Trajano e deter Cabral, uma missao em vao, com forte reves humano e diplomatico. E agora? Estava de volta o bandido em pele de heroi nacional brasileiro com os dois prisioneiros a tiracolo como se nada houvesse ocorrido. Para o nacionalista trances era uma clara afronta a patria, para a burguesia um risco aos seus empreendimentos.

O Consul da Franca em Belem alertou para o clima nada amistoso contra a Franca que se formara no Para Reclamava a necessidade de solucao imediata do caso antes que houvesse um novo conflito. Defendia intransigentemente uma tomada de posicao energica do governo trances, com uma acao militar e policial na regiao do Contestado, pois lhe era inadmissivel a presenca e circulacao livre de um assassino de um oficial trances. Com o retorno de Emilio Goeldi de sua viagem ao Amapa, a partir de dezembro de a impressao que o governo paraense e a imprensa passaram a ter sobre Cabral mudou.

Goeldi, um cientista acima de qualquer suspeita, apos ter passado alguns dias na vila de Amapa, nao foi nada condescendente com as atitudes do tenente e de seus capangas, presumivelmente pistoleiros provindos em sua maioria do estado do Ceara: Carton 36 D2 Os abusos, opressoes, vingancas pessoais e represalias cometidas por esta gente sao sem numero. A populacao vive debaixo de uma tirania nojenta e percebi desde as primeiras horas sintomas serios de descontentamento, de oposicao.

Nao ha uma pessoa, fora do circulo da familia e da roda de Cabral, que vive satisfeita e nao se queixe das duras contribuicoes de guerra, que a toda hora sao exigidas em forma de servicos manuais gratuitos, expedicao em canoa, rezes do campo37? Fi irii. JS10 pura spm chefe maior Goeldi transmitiu uma pessima imagem da roda de jaguncos que circundava Cabral, mas se omitiu na avaliacao pessoal do Hder.

E concluiu recomendando que se empregassem no Amapa somente as verbas estritamente necessarias, pois temia pelo desvio desse dinheiro para os interesses pessoais do bando seguidor de Cabral, enquanto nao se definisse a arbitragem sobre o territorio. Em contrapartida, Goeldi fez muitos elogios ao que chamou de governador do Cunani, Jose da Luz Sereja. Segundo Francinete Cardoso, o diretor do Museu Paraense fez uma distincao entre os interesses nacionais, em prol da grandeza da patria, que movimentariam as acoes de Sereja no Cunani, daqueles meramente oportunistas e individualistas que seriam os objetivos imediatos de exploracao das riquezas minerals do grupo de pessoas 38 envolvidas com Cabral.

Durante todo o ano de , houve uma ampla troca de correspondencia entre os adidos do Ministerio dos Negocios Estrangeiros da Franca com a Embaixada da Franca em Petropolis e desta com o Ministerio das Relacoes Exteriores, personalizado na figura de Dionisio de Castro Cerqueira.

Contudo, quase nao se encontram correspondencias Exposicao sumaria Segundo o agente sanitario frances Georges Brousseau em missao ambigua no Calcoene ao mesmo tempo agente de saiide e enviado do governo frances no Contestado , foragidos do bagne de Caiena estariam associados ao bando de Cabral.

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